Bolsonaro mostra quem é que manda; peita 10 dos 11 ministros do Supremo e frusta os planos dos capas pretas

Essa foi a primeira vez que Bolsonaro peitou de fato o STF



Pouca gente se deu conta de que o próximo ministro terá papel importante no julgamento de casos da Lava Jato que foram transferidos para a Justiça Eleitoral. Ao vetar Daniela, Bolsonaro frustrou os planos de alguns ministros que estavam especialmente entusiasmados com a indicação.


O presidente Jair Bolsonaro deu um chega pra lá em quase todos ministros do Supremo. -Na verdade, foi a primeira vez que Bolsonaro peitou de fato o STF.


O presidente rejeitou a advogada Daniela Rodrigues Teixeira, a preferida de 10 dos 11 ministros do STF.

A caneta de Bolsonaro foi mais pesada e o presidente mostrou quem é que manda.

Por que Bolsonaro não escolheu o nome do STF para o TSE? -De uma coisa eu sei, o presidente Jair Bolsonaro não é bobo não.


Vamos aos fatos.

O site O Antagonista conta em detalhes e mostra o quanto Jair Bolsonaro foi esperto.



Leia um trecho da Matéria;

"O presidente já tinha dúvidas sobre a advogada - com quem bateu boca numa sessão da Câmara em 2016 -, mas resolveu descartá-la de vez após analisar informações que lhe foram passadas por assessores.

O presidente foi informado, por exemplo, de que Daniela defendeu Dias Toffoli no processo em que foi condenado por afronta à Lei de Licitações, ao celebrar contratos de serviços jurídicos com o governo do Amapá.


Reportagem do Conjur lembra que a condenação foi suspensa em 2009 após Daniela despachar com o juiz Mário Euzébio Mazurek, então titular da 2ª Vara Cível e da Fazenda Pública de Macapá. A decisão favorável a Toffoli lhe abriu caminho para o Supremo.

Vice-presidente da OAB-DF, Daniela Teixeira advoga atualmente para dois réus da Lava Jato: o empresário de ônibus Jacob Barata e o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu. Em ambos os casos, a advogada teve sucesso em retirá-los da cadeia.

Barata foi solto por Gilmar, enquanto Genu contou com a benevolência da Segunda Turma, com voto de Toffoli, acompanhado do próprio Gilmar e de Ricardo Lewandowski.

A despeito das atividades jurídicas de Daniela, Bolsonaro ficou especialmente incomodado com o fato de sua mãe ter sido citada na Lava Jato.

Segundo delatores, Maria da Glória Rodrigues Câmara era quem fazia o "meio-campo" da Odebrecht com a Camex (Câmara de Comércio Exterior) – órgão essencial na aprovação de empréstimos do BNDES para obras no exterior. A Lava Jato ainda não confirmou as acusações dos delatores"
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